NA TUA CAMA VOCÊ É DONO DE

TUDO QUE EU SOU 

(Társila Elbert)

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Você já viu uma mariposa tentando fugir da luz? É engraçado; por mais que ela tente, não consegue. A atração é tão forte que nenhum outro sentido funciona e ela tem só um objetivo: ficar o mais perto possível daquela coisa que brilha. Você não brilha mas é muito parecido com essa luz. Na verdade, eu é que sou parecida com a mariposa. Tem algum magnetismo em você que me faz querer te repetir todas as vezes. É quase religioso, uma fé, como se eu acreditasse que não existe sensação melhor do que quando você me joga na parede, me põe no teu colo e me faz gemer com teus dedos - e às vezes eu realmente acredito que não tem. Você manda em mim mesmo quando não quer, acho até que principalmente quando não quer. Eu sempre digo que é a última vez que faço essa de mariposa na luz e te vejo mas quando dou por mim tô ali, molhada, te interfonando de novo. E eu digo que é a última porque quando você apaga, eu apago junto... Só que quando acende, maldito seja. Você é quente e brilha como um sol, você me abraça e eu viro um vulcão, você me beija e a cama gira! Como você faz isso? E quando você fala meu nome, ah meu Deus, meu nome no teu sotaque é uma das coisas mais sexys que eu já ouvi! Você arrepia minha nuca, treme minhas pernas, na tua cama você é dono de tudo o que eu sou. Na tua cama eu sou qualquer coisa que você quiser que eu seja. Na tua cama eu sou a mariposa tonta que só tem um objetivo: ficar o mais perto possível daquela coisa que brilha.