BONS MOMENTOS DEIXAM BOAS MARCAS

Pés descalços, energia boa, música ao fundo.

 

Já chegamos nos beijando, como de praxe.

 

Ele me deixa molhada só de saber que vamos nos encontrar.

 

Subimos as escadas e não estávamos muito preocupados onde iríamos transar.

 

As mudanças estavam prontas e não tínhamos a cama como nossa aliada.

 

Só ficou o sofá, não aquele com boas recordações.

 

De qualquer forma, depois de algumas risadas, conseguimos carregar o sofá branco e grande para fora.

 

Aquela varanda já viu muita coisa, eu sei.

 

Minha então, digamos que tornamos a noite dos vizinhos mais interessantes.

 

Sentamos para beber, como sempre fazíamos e entre papos e sonhos compartilhados começamos a nos beijar.

 

Sabia que era a despedida. E sempre ouvi falar que despedidas eram deliciosas.

 

Quando comecei a ler o conto que escrevi pra ele em seu ouvido, o celular caiu da mão e não consegui terminar o que estava lendo.

 

Ele me colocou por baixo e meteu fundo, do jeito que eu gostava sentir.

 

Depois, me beijou e chupou até eu me contorcer de tanto gozar - dessa vez não rimos por causa do tremor involuntário da perna.

 

Apenas continuamos fazendo o que fazíamos bem.

 

Sentei de costas, na minha posição preferida, e me encaixando perfeitamente ao pau dele, comecei a fazer do jeito que eu gosto.

 

Ritmado e alternando: rápido, devagar e rebolando.

 

Recebi tapas e pedia sempre mais.

 

Estava louca de tesão. Assim como ele.

 

Gosto de sentir que ele está prestes a gozar: ele aumenta o ritmo, me aperta e eu faço o melhor que posso pra ouvir a respiração ofegante e ter meu cabelo entrelaçado nos dedos dele.

 

Aquela noite foi foda. Depois de gozarmos ficamos ali, contemplando um céu que há muito eu não via em meio à cidade.

 

Bons momentos deixam boas marcas e eu fiquei com a bunda roxa por pelo menos uma semana.