CALCINHA BORDÔ

(Pedro Alexandre)

.

Me manda uma foto de calcinha, de costas pro espelho, com a bunda empinada e diz que estará me esperando com ela e uma camisola de renda depois do trabalho. Não quero nude, quero sua sensualidade, sua feminilidade aflorada. Diz que está com saudades das nossas pegações e que está molhada só de pensar em ser chupada. Quero você por inteira essa noite, toda nua, de corpo e alma. Sem pudores e sem pressa.

Saudades de sentir seu cheiro doce antes mesmo de encostar na sua pele, de ter as curvas do seu sorriso me recebendo com um beijo lento, braços em volta do pescoço e aquela empinada na ponta dos pés para me alcançar. Me deixa sentir seu calor com a ponta dos dedos enquanto aproveitamos um beijo devagar, com pequenas mordidas nos lábios e aquele sorriso de canto aparecendo entre um beijo e outro. Subir as pontas dos dedos pelo seu corpo, por cima da camisola e sentir seus músculos contraindo enquanto passo devagar pelo seu pescoço por baixo dos seus cabelos curtos e subo a mão para a parte de trás da cabeça. Segurando seu cabelo com força e delicadeza ao mesmo tempo, sentindo sua respiração puxando mais forte e te pegando pela cintura. Meu corpo inteiro se contrai em uma vontade louca de tirar todas as roupas e beijar cada centímetro do seu corpo. Mas hoje não, não tenho pressa, quero aproveitar o tempo, as provocações, as nuances desse clima de amor e tesão que temos. 

Te colocar contra a parede ainda segurando pela cintura e por baixo do cabelo, descer o beijo para o pescoço, roçando minha barba baixa na sua pele e ouvindo seus pequenos suspiros ao pé do ouvido. Deslizar a mão pelas suas costas, daquele jeito que com a mão aberta quase pego suas costas inteira, puxando pra mais perto e deixando nossos corpos prensados um contra o outro e contra a parede. Descer meus beijos para seu colo, colocando as alças da camisola de lado, beijando o pescoço, o ombro, o colo, alisar seu corpo devagar e com força, os braços, as mãos (como gosto de dar as mãos pra você), descer pela cintura, pela bunda, pelas pernas. Passar seus braços pelas alças da camisola e deixa-la na cintura, mantendo sua semi nudez, beijando-a pedacinho por pedacinho. Abrir seus braços e segurar suas mãos contra a parede enquanto meus beijos passam para seus peitos, um a uma, devagar, sentindo-os enrijecer sob meus lábios e na ponta da língua que insiste em desenhar cada curva do seu corpo com a precisão de um artista que reinventa sua obra prima. 

Sentir suas mãos fechando com força e ouvir seus suspiros evoluírem para pequenos gemidos, para então você descer suas mãos sob minha cabeça, acariciando minha barba e minhas costas ainda vestindo camisa. Me puxa para cima e abre minha camisa enquanto nos beijamos, tenho certeza que você conhece cada detalhe do meu corpo e sabe como tirar minhas roupas de olhos fechados. Passa suas mãos pelo meu peito e arranca essa camisa para podermos no sentir um pouco mais em um abraço cheio de tesão e suspiro onde a pele com pele nos envolve em uma aura de entrega. Sua camisola na cintura é um convite para continuar a dança de corpos. Ainda em pé, começo a descer meus beijos pelo seu corpo e tiro sua camisola vagarosamente, beijando suas pernas, suas coxas, sentindo seus arrepios quando me aproximo propositalmente dela e deixo o ar quente da boca se misturar com o calor úmido que te consome pernas acima. A calcinha de renda bordô, uma das minhas favoritas, delicadamente desenhada sob sua pele é uma obra prima divina que tenho a oportunidade de redesenhar com a língua, cada detalhe da calcinha, cada curva do seu corpo, cada poro que se arrepia. 

Passo a língua devagar pela parte interna das coxas, deixando a barba roçar na sua pele, subindo devagar até os limites da calcinha com uma baforada quente de tesão em sentir seu cheiro que me deixa maluco. A viro de costas para mim, apreciando sua bunda maravilhosa aos beijos e toques, você arqueia as costas e se inclina um pouco para frente. Aos beijos vou sentindo cada detalhe da bunda com a boca, para então descer um pouco e novamente brincar com a língua pelos limites da calcinha, até a língua se esgueirar pelas rendas e finalmente te tocar. Começando pelos lábios, bem devagar. Afinal os lábios são para serem beijados, não é mesmo?

Me deixa sentir seu gosto, com um gemido de ambos quando coloco a língua lá dentro, em uma troca de calor, minha língua e sua menina. Ambos quentes, úmidos e querendo muito mais. Coloco sua calcinha de lado e te chupo de costas, com a cara literalmente enfiada na sua bunda, que por sinal é uma das minhas posições preferidas. Até sentir uma mão sua me segurando pelo cabelo e ver a outra descendo para se tocar. Essa confiança de se tocar comigo me da tesão, não pelo fetiche, mas pela confiança que tem em se mostrar, pois hoje é assim que quero, nua em corpo e alma. 

Se toca meu amor, se toca a vontade enquanto te chupo. Seu prazer é meu prazer, sua entrega é meu tesão, suas costas arrepiadas e pernas tremulas é meu objetivo. Então você vira de frente e me puxa para ela. Colocando minha boca exatamente onde você quer. Se entregando totalmente me deixando te chupar do jeito que você gosta. Sei que mentalmente está me xingando, principalmente por estar em pé encostada na parede e se controlando para ficar em pé. Vou te chupar, te beijar, te tocar, arrepiar sua pele com os dedos, com a língua, com a barba. Então pegar suas pernas e colocar sob meus ombros, levantando você na parede e te deixando na ausência de peso para se entregar em uma chupada literalmente nas alturas. Você segura minha cabeça mas permite que eu fique em pé, com ela exatamente na minha boca, chupando, lambendo, brincando com os lábios, com o clitóris enrijecido e inchado de tanto tesão. Você rebola involuntariamente na minha boca, então a seguro pela cintura, com suas pernas cruzadas nas minhas costas, e a deito no sofá da sala. Abrindo suas pernas e passando as mãos por todo seu corpo, volto a te chupar, deitada, relaxada, sem medo de cair dos meus mais de 1,90m de altura. Em uma entrega de corpo, de prazer, de gemidos, de arranhões nas minhas costas, a chupo com vigor, com tesão, mesclando os dedos em ganchos e uma chupada mais forte. Sempre a medida que a pressão das suas pernas aumenta nas minhas costas. Para então você começar a tremer o corpo inteiro, me puxando com as pernas e segurando minha cabeça, pedindo para continuar sem parar. Entre gemidos altos, suor e tesão, a vejo chegar ao ápice em um gemido longo e o corpo tremulo em mim. Me afastando com as mãos sem conseguir pronunciar uma palavra. Seu sorriso ofegante e sua musculatura pélvica em pequenas contrações são meus convites para uma noite que está apenas começando. Busco um copo d’água em silêncio e aprecio seu corpo nu a meia luz da sala. Hoje você é minha e eu sou seu...